sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TEXTO CONVIDADO: RAPHAEL REYS

TEXTO CONVIDADO: RAPHAEL REYS

PAPO FILOSÓFICO   III
Raphael Reys 

“Uma minha narrativa sobre o amor, em debate com os cabeceiras Aristone Brito, Paulo Narciso, Frank Crosland e a jornalista Márcia Vieira – Cada encontro é um tema para reflexão da alma”                                                                  


O magistral poeta Virgílio relata que no homem o que o move é o desejo do Ânimo de Amor. A satisfação se dá pelo prazer.
A alma por estar escravizada ao amor tende instintivamente a expressar-se no natural. Através das emoções e sentimentos.
O ser vivente carrega no seu imo, resíduos da avareza, gula e luxúria. Instintos predominantes.
Estamos, assim, fadados a transportar pela vida esse peso ingente.
A alma estando inflamada, só se aplaca quando sacia a matéria que a alimenta.
A falha se dá em se julgar o amor, em si. As experiências obtidas nos exercícios da prática sugerem que ele, o sentimento terno é válido mesmo que prazer.
Sendo naturalmente imposto de fora para dentro, a essência assim, não é culpada na totalidade. A contemplação maior se dá na forma espiritual.
O amor se manifesta na carne como ação. A virtude insiste na matéria; não há sedução.
Daí, o gozo intenso advindo dos prazeres da carne.
O homem não tem noção do seu sentimento para com Deus. E o que parece conferir cabimento às nossas tendências é a própria virtude.
Platão, ao estudar o tema em questão, sugeriu como solução, instituir uma lei moral para a humanidade.
Somos dotados do poder pleno de exercer o nosso livre arbítrio, entretanto, a alma tem a tendência de exercer os exemplos contrários.
Ela é o veículo de uma grande aventura.
A visão física da mulher estimula no seu oposto, o homem, a busca do jogo carnal, resultado dos resíduos da luxúria. É o canto enganoso da tentação sutil, plástica e amoldável.
Dante na Divina Comédia justifica os pecados da carne cometidos pela alma quando encarnada no corpo, quando cita que a alma é escrava do amor.
O apóstolo Paulo em carta apócrifa enviada a Rufo, bispo de Tostosa relata um trecho da prece que fez ao Deus justificando uma fraqueza cometida:
Senhor, a minha alma voltou-se para o chão. Cedeu ao peso ingente das minhas emoções.
Assim registrando fez claras alusões às forças a que estamos expostas.
O bem e o mal do corpo é a infusão da alma!

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