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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

MAIS ALIMENTOS ESTIMULA MECANIZAÇÃO no CAMPO

Programa Mais Alimentos estimula mecanização no campo
O governo brasileiro já aprovou R$ 1, 2 bilhões em exportação de tecnologia de máquinas agrícolas, área em que o Brasil é referência mundial
Gilberto Gualter diz que o Mais Alimentos responde por mais de 15% da demanda total do segmento de indústria de máquinas

Criado há 6 anos, o programa Mais Alimentos impulsiona a produtividade dos agricultores familiares e apoia o aumento da produção, além de incentivar a mecanização no campo. No Norte de Minas, os produtores aproveitam para ampliar a produção e atuarem de forma mais competitiva no mercado, com tratores e implementos agrícolas mais modernos. Mesmo num cenário de crise econômica mundial, os números do Mais Alimentos são positivos. De acordo com dados apresentados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor registrou no último ano um aumento de 45% nas vendas de tratores da linha da agricultura familiar (até 75 CV).
“O agricultor que adquire um equipamento através das linhas de crédito do Mais Alimentos tem um prazo de até 10 anos para pagar, com juros de 0, 5% a 2% ao ano. O objetivo principal é promover a segurança alimentar, além de incentivar a indústria nacional que produz máquinas, equipamentos e tratores”, explica Gilberto Gualter, da Triama Norte Tratores. “Sendo que os Juros de 0,5% não se enquadram para aquisição de máquinas”, frisa.
Somente na safra 2013/2014, agricultores familiares já tomaram R$ 13,7 bilhões em crédito para expandir a produção, comprar máquinas e equipamentos, e modernizar as propriedades rurais. No campo, o produtor planeja a lavoura 2015/2016, oportunizando novos negócios para toda a cadeia econômica do agronegócio. “Os incentivos do Governo no agronegócio garantem a estabilidade econômica do comércio regional, além de garantir maior produção alimentar no campo e qualidade de vida à agricultura familiar", afirma o empresário.
O Mais Alimentos responde por mais de 15% da demanda total do segmento de indústria de máquinas. "O programa reduz a penosidade no campo, aumenta a oferta de alimentos para a mesa da população e ainda estimula a indústria, que produz máquinas de acordo com a demanda dos agricultores familiares, gerando emprego”, avalia Gualter.
Ele completa que “para garantir a safra com tratores e colheitadeiras, os modelos são entregues aos produtores de forma mais rápida e com a opção de serem comercializados pelo Moderfrota, linha de crédito específica para aquisição de máquinas e equipamentos. Para seminovos, o cliente também pode comprar pelo Mais Alimentos, com a mesma taxa de juros, 2%a.a. O importante é o produtor tirar maior proveito da agricultura de precisão, como redução de custos de produção, maior eficiência e rentabilidade”, finaliza.


Sobre o Mais Alimentos
Criado em 2008, ampliação do Mais Alimentos pode ser notado nos números do programa. Durante o período-safra 2011/2012, os agricultores familiares contrataram R$ 3,2 bilhões. No ano-safra seguinte, o valor aportado foi de R$ 5,7 bilhões. E no último período, 2013/2014, a política bate o recorde alcançando mais de R$ 8 bilhões em financiamento.

Atualmente, o programa possui 525 empresas ofertantes, aumento de mais de 15% de empresas cadastradas na safra 2013/2014. O trator é a máquina mais financiada, tendo sido adquirida mais de 75 mil vezes. Além disso, o Mais Alimentos já financiou 47 mil veículos de Transporte de Carga, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Agricultores familiares tiveram crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014.

Texto/Foto: Mosaico Comunicacao



quinta-feira, 17 de julho de 2014

AGRONEGÓCIO: PLANEJAMENTO e ACESSO ao CRÉDITO

Planejamento no meio rural e acesso ao crédito no agronegócio

O segundo semestre é tempo de ampliar frota de tratores e investir na pastagem já pensando nos resultados de 2015

Passado o período de feira e exposições agropecuárias no Norte de Minas, é tempo de contabilizar os resultados. Os meses de junho e julho são os ideais para o produtor rural planejar a safra/produção de 2014/2015. Assim, as empresas de implementos agrícolas reservam bons descontos e condições especiais de crédito, com o apoio dos bancos de fomento.
No Norte de Minas, empresas expositoras comemoram os excelentes resultados das feiras agropecuárias. Seguindo a tendência nacional, o setor registra índices crescentes, mesmo com a longa estiagem. O detalhe é a tecnologia no maquinário que pode amenizar as deficiências do clima, como a preparação e recuperação de pastagens.
 Para Gilberto Gualter, diretor da Triama Norte, há 18 anos na Expomontes, “produtor rural aguarda esta época para fechar bons negócios, pois sabe que terá mais vantagens e o produto recebido na data prevista.” A empresa participou da Agrishow, Ribeirão Preto, além das exposições agropecuárias de São Francisco, Taiobeiras e  Montes Claros. “Alcançamos 9% acima da meta prevista para a Expomontes, com a venda de tratores Massey Ferguson, implementos e máquinas pesadas XCMG”, avalia Gualter.
                A Triama Norte expôs  maquinário para plantio direto, indústria e construção civil, com destaque para os tratores cabinados, direcionados ao pequeno e médio produtor rural. As máquinas variam entre R$ 70 mil e R$ 220 mil. Hugo Dantas, gerente de marketing, pontua que a “a Expomontes significou algo em torno de 2 meses de faturamento da Triama Norte, onde cumprimos todos os objetivos traçados pela diretoria. O departamento de Marketing focado no evento foi um ponto crucial para o bom desenvolvimento da feira”. 
De acordo com o gerente comercial da empresa, Márcio Gontijo, os negócios superaram os objetivos traçados. “Temos uma equipe preparada que foi para a exposição com espírito de negócio e motivação”, diz.  Além das vendas diretas, a Triama também iniciou os processos de financiamento e consórcios durante o evento. “O processo começa no estande, é enviado para o projetista e depois para o agente financeiro. Temos parceria para financiar o maquinário através do Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e SICOOB”, explica.
Somente o Banco do Nordeste aplicou R$ 175 milhões em Minas Gerais nos seis primeiros meses de 2014, apenas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Foram contratadas mais de 22 mil operações no período, para investimentos no Norte do estado e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.  A maior parte do montante, R$ 71,3 milhões, foi liberada pelo programa de microcrédito rural Agroamigo. Outras operações do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) totalizaram R$ 8,7 milhões.

Texto/Foto: Mosaico Comunicação