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domingo, 18 de janeiro de 2015

TEXTO CONVIDADO I : ALBERTO SENA

TEXTO CONVIDADO I: ALBERTO SENA


A NOSSA TRAGÉDIA EDUCACIONAL
 Alberto Sena
 É uma das maiores vergonhas nossas, porque existem outras, mas muitos brasileiros, em vez de irem às ruas ou irem à Brasília e cobrar pessoalmente do Planalto e do Congresso uma atitude que não seja hipócrita, para a Educação brasileira, costuma fazer piada sobre a mediocridade do ensino público brasileiro. A considerar isso piada, é a maior do gênero mau-gosto.
Como disse o senador Cristóvão Buarque, em um artigo publicado sob o título “A tragédia sem fingimento”, o resultado desta vez “foi tão gritante, que além de substituir o vestibular o Brasil está percebendo os resultados negativos que o ENEM mostrou para a situação do ensino médio no Brasil”.
É preciso encontrar o porquê de tamanha indiferença em relação à Educação no Brasil, essa falta de atitude do governo federal, que só sabe prometer em discursos demagógicos, mas efetivamente deixa o barco navegar tocado apenas pelos ventos, sem um rumo.
Aliás, essa indiferença não é de hoje. Estamos vivendo, ainda, as consequências nefastas da ditadura militar que amordaçou o Brasil, enquanto países muito menores que o nosso, como a Coreia do Sul, nos dá um banho em matéria de Educação.
A explicação mais plausível para tentar explicar esse atraso dilacerante é a necessidade de os governos conservarem os cidadãos ignorantes para assim poder perpetuar no poder. Um povo ignorante é muito mais fácil de dominar do que gente letrada, estudiosa e bem informada a respeito de tudo e principalmente dos desmandos cometidos com o dinheiro público.
Os bons exemplos em matéria de como tornar a Educação prioridade estão em várias partes do mundo. Se não se tem criatividade para inventar uma maneira mais eficiente e objetiva de educar os cidadãos, basta então copiar o que a Coreia do Sul faz e o Japão fez e continua fazendo. Que o Brasil envie filhos para fora do País com o compromisso de buscar conhecimentos, tecnologias e o que mais for para dar uma sacudida nesta Nação.
Não há remédio mais eficaz para o Brasil que a Educação. Mas é importante salientar que a Educação não resolverá os problemas do País, mas melhorará os brasileiros e os brasileiros irão transformar o Brasil. Nós não podemos continuar nessa inércia esperando por alguma coisa, que não irá acontecer, aconteça. Temos que provocar uma reação, porque sabemos ser a pressão sobre os governantes uma atitude democrática. Ou estamos todos satisfeitos com as águas da mediocridade que afogam o País.
Nem somos mais os melhores no futebol, que em detrimento dos que poderiam vencer na vida usando a cabeça e as mãos, são muitas vezes mais reconhecidos e bem pagos os que usam os pés e às vezes só têm uma bola na cabeça. Nada mais.
Na Coreia do Sul os melhores salários são dos professores. Agora, imaginem a qualidade da infraestrutura oferecida aos estudantes. Lá, como aqui, antigamente, os professores são considerados mestres, enquanto no Brasil eles são ofendidos, agredidos e recebem salários miseráveis.
Foi-se o tempo em que a profissão de professor era considerada “sacerdócio”. Professor tem necessidades semelhantes às de todos nós. Precisam pagar contas e investir em livros e estudos para bem se reciclar e aprimorar a fim de formar valores que possam retribuir de alguma forma positiva o investimento feito.
Em meio aos 6 milhões “de nossos melhores alunos do ensino médio, os que fizeram o ENEM, 500 mil tiraram nota zero na redação, apenas 200 tiraram a nota máxima”, como escreveu Buarque. Uma vergonha nacional. E a propósito, qual seria a nota do leitor, a essa altura, ao ensino público brasileiro? Façamos reflexão sobre isto.
Os alunos não são estimulados convenientemente a ler livros. Preferem os artigos eletrônicos. A moçada de hoje tem preguiça de ler. E quem não lê não possui mente aberta e olhos para enxergar os problemas nacionais e as suas benesses também.
A situação atual pode ser resumida nisto: o governo faz de conta que paga os professores, muitos deles amedrontados, ameaçados e agredidos e por isso estes fazem de conta que ensinam e os alunos fazem de conta que aprendem. Muitos deles saem do ensino médio sem saber fazer um ó com o fundo duma garrafa PET de refrigerante que polui o nosso ambiente. Mas isto é outra vergonha nacional.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ALBERTO, MANGAS e QUINTAIS...

Da SÉRIE: GRÃO MOGOL

ALBERTO, MANGAS  e QUINTAIS...

ALBERTO SENA colhendo mangas, uma fruta muito comum na cidade, cujo pé é encontrado em quase todas as casas. Aqui a colheita se deu nos dois quintais do LÚCIO BEMQUERER: na morada e no famoso CASARÃO dos ALCÁIDES.












domingo, 11 de janeiro de 2015

ANFITRIÕES NOTA 10: ALBERTO SENA e SÍLVIA BATISTA

ANFITRIÕES NOTA 10:

GRÃO MOGOL

ALBERTO SENA e SÍLVIA BATISTA


GRÃO MOGOL é linda e tal. Mas não seria a mesma, não fossem os anfitriões. Depois de sermos recebidos na cidade pelo casal LÚCIO BEMQUERER  e WILMA, fomos recebidos em seguida, pelo casal ALBERTO SENA e SÍLVIA. Que maravilha estes dois!! Papo gostoso, saudável, de temática variada, passando pelos diversos meandros da natureza física e espiritual. Como pano de fundo, e não menos importante, Presépio Natural Mãos de Deus, café com bolo, biscoitos e presença dos amigos Natalino Duarte, Virgínia e Isamara. Dia seguinte, uma bacalhoada com arroz e salada preparada pela SÍLVIA. Depois, mais e muito café com bolo e biscoitos ao som de sinfonias de Beethoven e outros. Recepção nota 10! Obrigada pelo carinho e hospitalidade!
Sou ou não sou uma privilegiada com tantos ótimos amigos?

selfie




Foto: Sílvia Batista



foto: Isamara




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Por ALBERTO SENA:MÁRCIA YELLOW no PRESÉPIO MÃOS de DEUS

GRÃO MOGOL: 

MÁRCIA YELLOW NO PRESÉPIO MÃOS DE DEUS

Alberto Sena

Como disse noutro lugar desta página do Facebook, a jornalista de Montes Claros, Márcia Vieira Yellow, que assina o blog de mesmo nome, parece ser movida a pilha alcalina. Ela descobriu Grão Mogol séculos depois dos bandeirantes e garimpeiros que aqui se aportaram à cata de diamantes e deixaram por vários lugares as suas marcas.
Se alguém viu na Rua Cristiano Relo, nesses dois dias, uma mulher estilosa, desfilando de chapéu de abas largas, vestida de short, cabelos cumpridos, cor de fogo, o nome dela é Márcia Vieira Yellow, futura moradora desta terra. Pois como disse dia desses, quem adentra as águas do Rio Itacambiruçu, volta a Grão Mogol. E ela adentrou.
Foto: Alberto Sena
Ela veio a Grão Mogol despertada pelo interesse de conhecer o Presépio Natural Mãos de Deus, construído pelo empresário Lúcio Bemquerer. Em verdade, digo, a vinda dela já devia ter acontecido há mais de dez meses, mas a vida profissional cheia de afazeres, pois integra a Comunicação da Prefeitura Municipal de Montes Claros, só agora encontrou folga pra cumprir com a visita prometida.
Márcia fotografou todo o presépio. Não tenho notícia de alguém, algum fotógrafo, que tenha feito tantas imagens do presépio, já visitado por quase 60 mil pessoas e que recebeu bênção especial do Papa Francisco, cujo original se encontra na entrada.
Com seu jeito característico, expansiva, alegre, jeito de quem diz agir mais com o coração do que com a razão, Yellow retratou palmo a palmo o presépio e fez questão de acender uma vela na Sala de Preces, onde se encontra uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Ela ficou lá dentro por uns bons 15 minutos conversando com Deus com a intercessão de Nossa Senhora.
De tão deslumbrada ficou Yellow que voltou ao presépio à noite, mas sem antes fazer cumprir uma via nem tão sacra entrando em quase todas as lojas da Rua Direita em busca de um biquíni. Depois de muito procurar não encontrou nada que a interessasse e foi mergulhar nas águas do Rio Itacambiruçu com o maiô que trazia. Como fazem todas as pessoas predestinadas a voltarem aqui pra curtir essa cidade e região da maneira como deve ser apreciada.
Yellow visitou a Matriz de Santo Antônio. Fotografou tudo por dentro e por fora. Admirou a exuberância da simplicidade dentro da igreja. Ela se recordou das escadas de Loreto, no Novo México (EUA), onde segundo conta a história teria sido construída por um carpinteiro desconhecido, em tempo recorde, utilizando madeira inexistente na região. A escada encaracolada sustenta-se em si mesma, sem nenhum apoio. O mais estranho é que o desconhecido carpinteiro foi embora sem receber pagamento pelo belíssimo trabalho.
A jornalista foi à Casa da Cultura, cujas paredes de pedras foram levantadas com o esforço financeiro do Barão de Grão Mogol, o coronel Gualtér Martins Pereira. Ela ficou muito bem impressionada com a cidade principalmente no quesito sossego e qualidade de vida. Embora tenha anotado algumas limitações como falta de meios de transporte que possa oferecer outros horários de ônibus para Montes Claros.
Yellow almoçou bacalhoada, salada de legumes e arroz e para provar que não deixa escapar nada, fotografou tudo. Profissional, anda sempre armada de cinco câmeras fotográficas. Está atenta a tudo. É gente de alta sensibilidade dotada de um espírito forte capaz de transformar o mundo, se isso dependesse só dela mesma.
Mais tarde, ela revelaria a particularidade de contumaz consumidora de café. Sem açúcar, como fazem os apreciadores da bebida. Tomou três garrafas térmicas de café em sucessivas xícaras com biscoitos, tareco, espremidinho e mais não tinha. No final desta tarde, embarcou num táxi rumo a Montes Claros.
Se as cinco câmeras fotográficas de Yellow falassem, certamente elas estariam cantando loas a Grão Mogol dentro do carro. As câmeras não falam, mas elas têm a capacidade de gravar tudo em fotos. E com essa facilidade de expor fotos na internet, é de se supor que a jornalista tenha munições para algumas edições do seu blog, uma referência em Montes Claros, em virtude da sua credibilidade e do que publica no dia a dia.
Porque mergulhou nas águas do Rio Itacambiruçu, Yellow voltará, brevemente. E com ela virá a mãe, senhora de 84 anos de idade. “Mãe vai adorar Grão Mogol”, assegurou.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pelos OLHOS do ALBERTO SENA

GRÃO MOGOL
        Pelos OLHOS  do ALBERTO SENA

ENCONTRO PARA UM DEDO DE PROSA

Por Alberto Sena

NATALINO, VIRGÍNIA, MÁRCIA, ISAMARA E SÍLVIA (Foto Alberto Sena)


 Já faz algum tempo travei amizade virtual com o grãomogolense ausente Natalino Duarte, que reside em Bragança Paulista, casado com Virgínia Rinaldi Duarte. De tanto que venho divulgando Grão Mogol, ele e outros grãomogolenses têm, felizmente, me feito pedido de amizade. Foi o que aconteceu com Natalino e muitos outros ausentes desta terra maravilhosa, que a cada dia mais aprendo a conhecer. Posso dizer, sem medo de errar, que nesses mais de dez meses morando em Grão Mogol conheço dessa terra mais do que muitos aqui nascidos.
Mas o motivo dessas linhas não é me vangloriar disso não, porque não tem vantagem nenhuma, pois não podia ser diferente para alguém que se apaixonou por Grão Mogol e por isso consegue enxergar melhor as suas qualidades, mais do que quem aqui está, aqui nasceu e vive acostumado com a paisagem. 
Dou certo abatimento a quem assim procede, mas cada cidadão morador daqui que não conheça todo o chão onde pisa pelos motivo acima referidos, “vai preso assim mesmo”, porque – assim penso – não se pode deixar de curtir ao máximo toda essa beleza que Deus quis dotar Grão Mogol.
(Foto: Sílvia Batista- Arquivo AS)
Natalino, acompanhado de Virgínia e da enteada dele, Isamara Watanabe, visitou ontem à noite o Presépio Natural Mãos de Deus, de Grão Mogol, o maior do mundo, em nossa companhia – minha, de Sílvia Batista e da jornalista Márcia Vieira Yellow. Ele se diz “encantado” com as imagens que publicamos no Facebook, e a tudo acompanha de lá de Bragança Paulista e faz comentários.
Natalino é conhecido, aqui. Pelo menos duas vezes por ano, ele vem a Grão Mogol, onde possui casa na Rua Luís Gonçalves, próximo da casa do falecido escritor e intelectual Haroldo Lívio de Oliveira. Em férias, ele e a família devem ficar um mês aqui, o que é muito bom, pois assim podemos nos encontrar mais vezes e tornar a amizade menos virtual.
Do presépio Mãos de Deus, Natalino, mulher, enteada e Márcia Yellow foram convidados pra um dedo de prosa e cafezinho com bolo, pão de queijo e outras guloseimas. Foi uma visita agradável que, esperamos, possa se repetir outras vezes.
P.S.: Márcia Yellow parece ser movida a pilha alcalina. Ela anda com cinco máquinas fotográficas a tiracolo. Está deslumbrada com Grão Mogol. Disse que voltará outras vezes e, quiçá, um dia poderá vir morar aqui.