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terça-feira, 29 de abril de 2014

SHAKESPEARE e MACHADO- pesquisador identifica influência

DEU no ESTADÃO, em 25/04/14

Pesquisador identifica influência do teatro na obra de Machado de Assis

Para autor, a presença da peça de Shakespeare é fundamental na obra do bruxo do Cosme Velho


25 de abril de 2014 | 19h 14

Ubiratan Brasil - O Estado de S. Paulo


Antes de ser romancista (e de se transformar em um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa), Machado de Assis (1839-1908) desejava ser dramaturgo. Ainda jovem, chegou a escrever sete peças, mas foi o veredicto do jornalista Quintino Bocaiuva quem o convenceu a adotar a ficção: "Bocaiuva lhe disse que suas peças eram mais para serem lidas que encenadas, pois eram mais cheias de ideias que de dramas", observa o escritor e pesquisador José Luiz Passos, autor de Romance com Pessoas, obra que ganha nova versão, agora pela Alfaguara, e que se consolida como uma das principais análises contemporâneas sobre a escrita machadiana
Passos mostra como, em seus romances e contos, Machado utilizou o julgamento moral como um detalhe decisivo na construção dos personagens, tornando-os únicos naquele momento da literatura brasileira (segunda metade do século 19). É nesse ponto que entra a paixão pelo teatro - e mais decisivamente as peças de Shakespeare - como modelo para sua "sondagem da vida interior e do engano moral".

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terça-feira, 22 de abril de 2014

CINEMA: 103 WESTERNS FILMADOS NO BRASIL

CINEMA- DEU NO ESTADÃO:

Pesquisador registra 103 westerns filmados no Brasil

Rodrigo Pereira vai lançar em 2015 o livro 'Faroeste Caboclo: Filmes de Cangaço e Westerns Made in Brazil'

Marcelo Miranda - Especial para o Estado - Belo Horizonte

Cena de 'Corisco & Dadá', de 1996 - DivulgaçãoO filme Faroeste, de Abelardo de Carvalho pode até parecer uma raridade, mas bangue-bangues brasileiros são mais tradicionais do que boa parte do público sabe. É o que o pesquisador Rodrigo Pereira vai mostrar no livro Faroeste Caboclo: Filmes de Cangaço e Westerns Made in Brazil, previsto para 2015. Há mais de uma década, Rodrigo radiografa a historiografia do cinema brasileiro em busca de filmes do gênero, chamados por ele de "westerns feijoada". Conseguiu levantar 103 títulos exibidos em circuito comercial a partir de 1917, quando o primeiro bangue-bangue tupiniquim, Dioguinho, de Guelfo Andaló, chegou às telas. O número deve aumentar para 104 se Faroeste for lançado ainda este ano, juntando-se a clássicos como Rogo a Deus e Mando Bala (1972), Gringo, o Último Matador (1972) e Da Terra Nasce o Ódio (1954).
"O ápice da produção se deu entre 1953 e 1983. Nesse tempo, em todos os anos, pelo menos um western feijoada foi exibido nos cinemas, sendo que tivemos dez em 1972 e oito em 1969", conta Rodrigo. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, é o grande marco do gênero no país e já reunia as características que permeiam as buscas do pesquisador. 
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