segunda-feira, 26 de maio de 2014

RUY MUNIZ e EDUARDO LOPES: PEIXE na MERENDA ESCOLAR

Ruy Muniz e Eduardo Lopes: peixe na 

merenda escolar

Por Neumar Rodrigues

O prefeito Ruy Muniz recebeu em seu gabinete nesta sábado (24), o ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, onde o assunto principal foi discutir parcerias e projetos que tragam, principalmente, o desenvolvimento pesqueiro para o município. Antes da reunião, porém, Ruy Muniz e Eduardo Lopes fizeram um sobrevoo para que o ministro pudesse conhecer os rios e lagos da região.

Com a participação de políticos e secretários na reunião, Ruy Muniz disse que Montes Claros está preparado e ansioso em desenvolver projetos na área de piscicultura. E o objetivo principal é garantir o alimento rico em proteínas, o peixe, na merenda escolar. Mas que, para isso, é preciso que se organize a produção pesqueira e que venham os recursos necessários para o seu desenvolvimento: “Já entregamos ao Ministério da Pesca projetos viáveis para que possamos, de fato, desenvolver o setor. Só nos faltam os recursos para colocá-los em prática”, desabafou o prefeito.

A primeira dama do município, Raquel Muniz, também presente à reunião, ressaltou a importância do peixe na alimentação do povo e, muito mais, na merenda escolar. Raquel disse, olhando diretamente para o Ministro, que muitos projetos chegam facilmente em outras regiões de Minas, como o Sul e Triângulo. Mas quando chega a vez do Norte, nada acontece: “Senhor Ministro, estamos prontos, acredite! Nosso povo é guerreiro, trabalhador e criativo. Só precisamos que nos olhem com mais carinho e atenção, que os recursos nos cheguem de verdade. Sua vinda a Montes Claros nos enche de esperanças”, concluiu Raquel. 

Já a prefeita de Claro dos Poções e presidente da Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (Ammesf), Maria das Dores de Oliveira Duarte, relatou que a reativação da hidrovia está ligada a realização dos projetos estruturantes. Isso garante a revitalização do Rio São Francisco, que está agonizando, e a manutenção da atividade pesqueira. Segundo a prefeita, além dos aspectos ambiental e social, a hidrovia contribui com benefícios econômicos, já que facilita, por exemplo, o escoamento da produção e a circulação de matéria prima. 

Ouvindo atentamente todas as reivindicações, Eduardo Lopes informou que sua grande luta é para que o peixe chegue à merenda escolar com o mesmo preço do frango. E deu como exemplo as boas parcerias que sua pasta tem feito. Uma delas foi com o Serviço Social da Indústria (SESI), que prevê a capacitação de merendeiras e gestores de escolas públicas dentro do projeto “Qualificação da oferta e consumo de pescado na alimentação escolar” que, além de estimular o consumo de pescado, o aluno terá uma alimentação saudável e nutritiva.

De acordo com o ministro da Pesca, ter crianças e jovens como alvos deste projeto é fundamental para que o futuro do setor pesqueiro se consolide. “E preciso quebrar a barreira do sabor ao adaptar as crianças ao pescado e mostrar a elas o quanto vale a pena consumir e defender o consumo de peixes”, informou. Eduardo Lopes declarou que o trabalho não se restringe a apenas liberar recursos para se criar peixe. Dentro de todo o processo é preciso de projetos para a fabricação de gelo, ração (que é a responsável por 80% dos custos da produção e que o governo estuda a possibilidade de subsidiar) e, depois da engorda, o escoamento. O conhecimento de todos esses itens é fundamental para que o negócio tenha sucesso.

A boa notícia para o setor é que o ministro já entregou para Presidente Dilma uma proposta para que se crie o “PAC da Pesca”, que seria bom para todos os brasileiros - da produção ao consumo. Eduardo Lopes informou ainda que já está em estudo o “Programa Hora Máquina”, que vai desburocratizar e agilizar o setor. “A prefeitura licita o maquinário a ser utilizado especificamente na piscicultura e o governo paga pelo aluguel”, concluiu. 

O Brasil é detentor de 12% de toda água doce mundial, mas não chega a usar 0,5%. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o consumo anual de peixe do brasileiro é de 9 quilos de pescado por habitante ao ano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo per capita de 12 kg de pescado/ano.


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