domingo, 28 de maio de 2017

PROTETORES DENUNCIAM PREFEITURA: MATANÇA de ANIMAIS


23/05/2017
Matança de bichos assusta a cidade
Protetores se mobilizam e denunciam eutanásia de animais que seria praticada pelo município

Márcia Vieira
Repórter

A acadêmica de veterinária Aline Matos, responsável pela ONG de proteção aos animais “Justo Olhar”, fez graves denúncias sobre a matança indevida de animais pelo município, através do Centro de Controle de Zoonoses - CCZ. Em conversa com a reportagem, Aline destacou que o município está com uma “carrocinha” recolhendo animais que já teriam sido castrados pelos protetores. Esses animais seriam levados e eutanasiados no local, mesmo quando o teste não dá positivo para leishmaniose (calazar).
Segundo estimativa, de 7 a 8 mil animais estão soltos pelas ruas, entre cães, gatos e cavalos. “Todos eles podem ter o protozoário da doença, mas os humanos também podem ter. O que não se pode é fazer eutanásia sem comprovação da enfermidade , apenas para se livrar do problema”, diz Aline. De acordo com ela, o exame feito pelo Centro de Controle de Zoonoses não tem especificidade para a doença, deste modo, há uma margem de erro que não pode ser desconsiderada.
Dos animais que são levados ao órgão, 85% apresentam resultado positivo, com “duvidas”, mas os outros 15%, também seriam eutanasiados. De janeiro até maio de 2017, Aline custeou, com ajuda de parceiros do exterior, a castração de 38 animais. Os exames foram realizados e os animais que apresentavam enfermidade foram tratados, encaminhados à adoção ou devolvidos às ruas, dentro do projeto “Cão Comunitário”, que prega o cuidado coletivo pela comunidade onde o animal escolhe “viver”, até ser adotado oficialmente.
O CCZ ainda é acusado pelos protetores de reter resultados de exames e números de animais mortos, castrados e tratados, embora a informação seja de domínio público. “Somos coagidos a entregar os animais, ainda que eles não estejam doentes. O nosso trabalho de castrar e cuidar vai por água abaixo. Não vamos aceitar mais isso. Os protetores querem o fim da carrocinha. Se o município fizesse a castração, não teria que matar e matar”, desabafa Aline. A protetora conta que “os animais mortos seriam desovados em terreno que pertence ao CCZ, mas de maneira irregular”. O NORTE entrou em contato com o CCZ, mas os veterinários não estavam no local e outros foram desautorizados a dar informações. 



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