quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MUITO DINHEIRO E POUCO SERVIÇO

Verba do SUS faz orçamento crescer
Secretário, porém, está pessimista quanto a confirmação das previsões de arrecadação do município em 2018
Márcia Vieira
Montes Claros
29/11/2017 - 19h29 - Atualizado 19h31
O NORTE

A previsão orçamentária do município de Montes Claros para 2018 foi estimada em R$ 1,24 bilhão, de acordo com projeto 79/2017, enviado à Câmara Municipal para ser votado nos próximos dias. A previsão de receita é um pouco maior do que a de 2017, que foi de R$ 1,16 bilhão. Os valores foram discutidos em audiência pública conjunta das comissões de Legislação, Justiça e Redação, e de Orçamento e Tomada de Contas. 
A explicação para a previsão de aumento da receita se deve à volta da gestão plena de saúde ao município, de acordo com o secretário Coriolando Ribeiro Afonso, o Cori. O valor de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), que era estimado em R$ 150 milhões para este ano, passou a ser de R$ 409 milhões para 2018. 
Outro ponto justificado pelo município é a criação da Superintendência de Administração de Estádios e Estabelecimentos do Município de Montes Claros (Supermoc), que ficará responsável pela gestão da Praça de Esportes, hoje praticamente abandonada.
O secretário, no entanto, esclareceu que a previsão orçamentária não necessariamente quer dizer receita líquida. “Em arrecadação, devemos chegar a 55% ou 60% do orçamento previsto. Temos que sair das quatro paredes e buscar receita. Não temos muito espaço para isso”, reclamou Cori.
O gestor chegou a sugerir que o pagamento das emendas impositivas, conquistadas pela Câmara Municipal, está em risco, caso o município não consiga arrecadação suficiente. A medida estabelece um percentual que obrigatoriamente é destinado a obras e serviços indicados pelos vereadores. 
 
CAIXA ‘ZERADO’

Questionado sobre o dinheiro que estaria nos cofres da administração e a ausência de serviços, o secretário admitiu que há em torno de R$ 50 milhões em caixa, mas que o valor já está comprometido. “Temos três folhas para pagar. A de novembro, o décimo terceiro e a folha de dezembro, e precisamos de um provisionamento de receita, para cumprir compromissos”, disse.
Para o vereador Valcir da Ademoc, a ocasião representou apenas uma formalidade, já que falta transparência na aplicação dos gastos. 

“Cumprimos a nossa função de legislador, mas a prefeitura deveria se empenhar e chamar a comunidade para participar da discussão e explicar onde está sendo gasto o dinheiro, pois não estamos vendo obras ou serviços”, afirmou o vereador.

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