terça-feira, 10 de junho de 2014

CONFISSÕES nada ADOLESCENTES-VI- Eu VOU com NOÉ...e VOCÊ?!

CONFISSÕES nada ADOLESCENTES - VI

Eu VOU com NOÉ....e você?...

Por Márcia Vieira Yellow


Definitivamente não pertenço a este mundo...Ou este mundo não me pertence mais!!! Importante “bater em retirada” na hora certa. De minha parte, estou pronta! Aguardo o sinal pra ir, sem remorsos, sem culpas, sem achar que devo ou que alguém me deve.

Vocês ainda tem algo a fazer por aqui? Eu não! Já cumpri a minha função, já fiz a minha parte, e vou sim, direto pro céu. Nem vou passar pelo umbral, porque o combustível não permite fazer escalas...E não vou antecipar nada (porque neste caso teria que passar pelo umbral e fazer estágio), apenas declaro  que “estou pronta” pra ir a hora que Noé quiser dar a arrancada. E eu vou de arca mesmo. Dispenso floreios e tecnologias que dilapidam o humano. Não me venham oferecer outro meio de transporte de última geração, mesmo que eu tenha convicção de que esta geração é  realmente a última, porque se não for, coitados os que ainda virão!!! Lamento por eles e não quero estar aqui pra assistir.

Ora, gente, que mundinho mais doido é este aqui? Assaltos sincronizados e bem planejados, com o plano tático  bem detalhado na internet (imagino que seja instrução para o caso de algum desmiolado querer fazer igual e não saber); loucos invadindo igrejas e apedrejando imagens (de vez em quando eu fico de mal com uns santinhos aí, mas nem por isso jogo pedra); presidentes de instituições antes respeitadas financiando invasões e barulhos, manipulando pessoas e mentindo descaradamente sob olhos/bocas/ouvidos inertes de uma população;  comandantes de órgãos fiscalizadores  recebendo e embolsando dinheiro que não lhes pertence ao mesmo tempo que arrotam moralidade diante de toda uma cidade e entram em guerra pra não perder o suposto poder; capitães de “sem-qualquer-coisa” que nunca bateram um prego, reivindicando benefícios que antes só se conseguia por meio de trabalho e o pior, sendo recebidos como “autoridade” pela mídia desnorteada que faz qualquer coisa por uns pontinhos a mais.

As situações são inúmeras. Prefiro parar por aqui, porque de novo eu digo: o combustível não é suficiente pra fazer escala no umbral. Eu não vou pra lá!!! Se ficar aqui, corro sério risco de cair em tentação, achar que  é normal e resvalar para a “loucura dominante”, porque vejamos, não sou santa. Querem ver? 

Se já quis matar alguém um dia? Sim, especialmente se estiver naqueles dias. E não foi uma pessoa só  não.  Mas Deus me deu cérebro, então optaria  por uma tortura, que é muito mais interessante. Exemplo: tem três pessoas que eu amarraria juntas e colocaria em praça pública para apreciação do povo. Ora, pois se eles adoram espetáculo, eu proporcionaria um espetáculo jamais visto. Um outro eu colocaria numa cadeira de espaldar reto, ao centro de um auditório enorme, de preferência recém construído (ele adoraria também, pois aguarda ansioso o auditório planejado e projeto alterado segundo as suas convicções), mas com acesso restrito à imprensa. Só a “marrom” poderia entrar e ficar perto dos bonequinhos de luxo, sem voz, sem palavra, sem compromisso e sem responsabilidade. Depois de, ao longe (lembrem-se, se é marrom, fica perto, se não, tem que ficar distante), ouvir as  mentiras, eu o faria recolher e engolir cada uma delas,  sem água, sem cafezinho e sob aplausos da platéia. Isto é, se o regimento permitir manifestação. Ah, mas quem liga pra regimento, não é? Isso não se usa mais. Sim e não é a mesma coisa agora.

Bem, essa narrativa aí atrás está no plano imaginário por enquanto. O que quero dizer é que não é necessário executar certas vontades, já que as pessoas cavam a própria sepultura e depois entram nela sem precisar fazer esforço, pois tem milhas acumuladas ao longo da existência. Exterminando o mal e fazendo tal bem à humanidade, eu sei que seria perdoada, mas pra que? Estes quatro elementos irão para o umbral de qualquer maneira. Ao menos eles sabem que são do mal. Tem consciência de que são nocivos à sociedade.

E a você que está aí sem saber pra onde ir, só tenho uma coisa a dizer: decida-se! Seja do bem ou do mal, mas não fique no meio do caminho, porque no meio, o capitão do umbral não vai querer abduzir você e muito menos Deus, o capitão do céu. Ambos sabem comandar, e não lidam com bonequinhos, lidam com seres humanos cerebrados. Noé, representante de Deus, mandou avisar que não vai demorar e quando aqui chegar, vai perguntar: “quem são estas pessoas? Elas irão conosco?“. Eu, a  número um da fila (também tenho milhas acumuladas), candidamente responderei: “este é do bem, este é do mal e este mais ou menos”. Os do bem irão com ele, os do mal, para o umbral e os mais ou menos  ficarão aqui esperando a próxima arca ou o metrô de SP, porque conhecendo o coração de Noé, sei que ele vai querer gente decidida por perto.


Juro que estou ansiosa, abrindo a janela para ver se a arca já aponta no horizonte. Ninguém me disse, mas sei que o mundo de lá é diferente. Tem flores amarelas de montão, muitos girassóis, muitas pérolas, roupas limpas de bom caimento e corte, café sem açúcar e pessoas doces, hierarquias, pais conscientes, filhos respeitosos, livros de sobra, música boa, telas bem pintadas, filmes bons. 

Lá, não se joga lixo nas ruas, não se imputa ao outro a responsabilidade que é de cada um. Lá, pra se obter alguma coisa, o único meio é o trabalho. Não há trocas, escambos. Lá, as pessoas são iguais e tratadas da mesma maneira, mas mantém as suas particularidades e são respeitadas nas suas escolhas de preferir este ou aquele ambiente sem serem invadidas por espíritos não afins.

Lá, as pessoas  escolhem andar com aquelas que acrescentam, que acreditam ter afinidade e não descartam o dom de existir incitando injustiças.  Lá não se pode contar mentiras, porque o mentiroso automaticamente perde espaço, credibilidade e tem que ficar na “cadeirinha do pensamento” até descobrir o que fez de errado. E quando descobre, ele mesmo escolhe ser punido, pra não ficar em dívida  e nem ser obrigado a voltar em outra encarnação. Ninguém quer voltar, porque lá, tem mais um monte de coisa bacana pra desfrutar: lealdade, respeito, consideração, trabalho, lazer, colaboração, limites, educação, solidariedade, generosidade, atitude, gentileza, gratidão, sinceridade, etc. 

Lá, ninguém joga carro em porta pra arrombar loja, ninguém invade a casa do outro derrubando portas e janelas, ninguém joga pedra nas imagens. Todo mundo dá o que tem e recebe o que merece. E todos vivem sabendo que também ali estão “de passagem”.

Exposição CAMPOS de FUTEBOL em BH- Museu ABÍLIO BARRETO - Dzaí.com.br :: Manifeste o seu mundo.

Exposição CAMPOS de FUTEBOL em BH- Museu ABÍLIO BARRETO - Dzaí.com.br :: Manifeste o seu mundo.







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sábado, 7 de junho de 2014

O DIA MAIS TRISTE....

07 de JUNHO... 

HÁ 10 ANOS,  a data mais triste do mundo!


As flores do jardim da nossa casa
Morreram todas de saudade de você.
Não posso mais olhar nosso jardim
Lá não existem flores, tudo morreu pra mim...
As nuvens brancas se escureceram
E o nosso céu azul se transformou
O vento carregou todas as flores
E em nós a tempestade desabou...
O CÉU DESTE DIA É TRISTE, MELANCÓLICO, DIFERENTE..


sexta-feira, 6 de junho de 2014

OBRIGADA, TIÃO MARTINS!!!!

E A "QUEDA" RENDEU...

Meu amigo de boa cepa, TIÃO MARTINS, de BH, me surpreendeu agora com uma crônica maravilhosa. Amei. Fiquei com feliz com as suas observações. Ontem falei que até o dia 25 quero ganhar presente todos os dias. Não apenas eu. Lembrem-se da HELEN SANTOS  e  do ALDECI XAVIER, meus colegas de níver. Eles querem também. Mas hoje vou curtir o meu presente, tá! Obrigada, TIÃO. Adorei a surpresa. Que bom ter você como amigo, ver o seu carinho e generosidade quando se refere a mim.

A QUEDA DA YELLOW

MÚSICA de TODOS os DIAS??

QUAL MÚSICA ESCUTO TODOS OS DIAS E NÃO ENJÔO?

RESPOSTA:MUITAS. MUITAS MESMO, MAS VOU CITAR UMA. ESCUTO TODOS OS DIAS MESMO. Desde quando surgiu,1984. E não ENJÔO: RADIO GA GA, do QUEEN.
Ouça também! Vale a pena:








CONFISSÕES nada ADOLESCENTES- V

CONFISSÕES NADA ADOLESCENTES – V

A QUEDA!!!

Por Márcia Vieira Yellow


Caiu? Levante-se! É a regra, em qualquer situação. Quedas tem aos montes, reais ou fictícias. Como lidar com elas? Depende de cada um.  E eu caí. Não vou dizer que me espatifei, porque não é verdade. Foi uma queda suave, sem arranhões, sem dor e pasmem, sem constrangimento. Nossa, isso está ficando perigoso. Nem uma queda é capaz de me deixar constrangida!!!

Foi no salão de eventos do clube da Sociedade Rural. Ao me dirigir ao toilette, no meio do caminho não tinha uma pedra, tinha três degraus. E antes que os alcançasse, um chão escorregadio (o que será que eles passaram naquele chão?) me alcançou. Escorreguei, caí, mas meu vestido não me deixou na mão. Ficou comportadinho. Como disse Marly logo depois: “eu vi você dar uma voadora, mas foi com tanta classe que seu vestido ficou no lugar!”

Ao lado havia uma moça bem educada, que estava trabalhando no evento, com seu terninho preto. Ela me deu a mão, eu me levantei, olhei se não havia machucado e segui ao toilette. Na volta, como sou cabreira, pedi que ela me estendesse a mão novamente para não correr o risco de ir ao chão no mesmo local.  Uma vez, tudo bem. Mas cair duas vezes pela mesma coisa é burrice. E eu não tenho paciência para repetir burrices.

Pena não estar com a câmera na hora. Será que eu teria feito um selfie? Hummm..acho que não . Gostava de selfie quando a palavra não existia, quando fazíamos a própria foto por uma questão de praticidade e independência,  sem “pegar mal”. Hoje, como se sabe, o selfie virou uma coisa triste (tenho certeza que veio a mente de vocês exemplos próximos),  salvo raras exceções.  Recentemente Marcelo Lafetá, o cinegrafista, fez um selfie com a minha câmera que ficou bem legal. Estávamos uma turma em cidade vizinha e registramos o momento, sem poses caricatas, sem maquiagens e figurinos de circo, muito natural e sem exageros. Assim  é bom!

Já na noite da queda, seria melhor que o registro fosse feito pelo Dione ou pela Sil Mameluque, amigos e fotógrafos componentes de uma mesma mesa/turma durante o evento.  Tenho certeza que fariam uma foto incrível.

Ao voltar para o salão tomei o cuidado de avisar às mulheres sobre o chão escorregadio, afinal, uma queda por noite está de bom tamanho. E eu fui a sorteada, né Deus??!!! Um dia a gente tem que ganhar no jogo também. Ficar sempre com “azar no jogo e sorte no amor” é cansativo. Mas mesmo  no dia que ganhei no jogo, não dispensei a sorte no amor, não.  Ué, se Deus quis me premiar nas duas coisas é porque achou merecido. Eu é que não vou reclamar!!!!!

E aí dei uma circulada pelo salão, fiz alguns registros, recebi solidariedade e risos.  Encontrei Rafa Soares, um querido que há muito não via, o seu pai Nenzinho e o tio Romeu.  Bem que o Rafa poderia estar ao lado quando caí. A mocinha foi super gentil, mas  ele é um gentleman, que teria me levantado com toda pompa, sem dúvida. Encontrei a Clarice Neves, que disse: “ eu vi, mas não quis ir até lá pra não chamar atenção e na hora estava cumprimentando pessoas”(como é atenciosa essa Clarice, né gente?!).  O mais engraçado é que alguns falam com todo jeitinho, achando que você vai ficar sem graça. Tratei logo de avisar que não fiquei sem graça, que acho muito comum cair e que poderia acontecer a qualquer um. Aliás, em queda sou especialista. Já cai naqueles três degraus do Automóvel Clube (sempre três degraus. Acho que vou jogar no bicho!) e um belo dia depois de um almoço no AC, desci a rampinha e fui tropeçando, parecendo que procurava alguma coisa no chão.  Será que meu pé é pequeno para o meu tamanho? 

Tenho um amigo, o Duda, que sempre caminha olhando pra baixo. Um dia perguntei qual a razão daquilo e ele me respondeu: “é porque meu pé é pequeno para o meu tamanho, por isso eu tenho que olhar, senão caio”. Tem sentido. Vai ver o meu pé é assim.  Só não sei ao certo, porque ultimamente não tenho número específico. Tenho três sapatos do mesmo:  o primeiro comprei n° 38, depois comprei de uma vez um n° 37 (foi com ele que caí) e outro 39. Todos me calçam bem. Não me perguntem, porque não sei responder sobre esta mutação. Herança das passarelas? Pode ser. Já desfilei com sapatos de n° 36 à 40. Eu juro, com a mesma habilidade! E vou contar uma coisa: desde o meu primeiro desfile, aos 14 anos ( isso  já faz muuuuuito tempo) ,  eu me preparava para uma eventual surpresa. Pensava: se cair, levanto, tiro os sapatos e continuo o desfile. Nunca aconteceu, mas eu teria me saído bem, certamente.  


Pois bem, a queda em questão foi real, mas serve para ilustrar as reações diante de outras quedas: as que não pertencem ao mundo físico. Não vejo diferença entre uma e outra coisa. Claro que tudo que mexe com a alma  nos deixa mais sensíveis, às vezes frágeis, desconfiados. Mas tal qual as quedas do corpo, as da alma podem ser tratadas com destreza e naturalidade. Cair pode não ser uma escolha, contudo, ficar no chão ou levantar-se, é! E não há queda que deixe no chão, quem está acostumado a viver de pé! Questão de perspectiva.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

JUNINOS GANHANDO PRESENTES....

JUNINOS!!!!!!
DESDE o DIA 2 estou GANHANDO PRESENTES. O PRIMEIRO foi de BIA ANDRADE. AMEI, MINHA AMIGA!! LINDO! Obrigada!!!




















Só QUE.... ISSO GEROU UMA OUTRA COISA...

MEUS COLEGUINHAS DE  ANIVERSÁRIO, HELEN SANTOS  e ALDECI XAVIER também querem presente. E o Aldeci mandou anunciar. Então é o seguinte, daqui até o dia D queremos presentes todos os dias, ok!!!!!


 




VISITA MATINAL à AMAMS......

VISITA MATINAL À SALA DE IMPRENSA DA AMAMS


ARTHUR JR., ADÃO, DANIEL, EDU BRASIL, COELHO E AÍLTON

CÂMARA TRAVA O PROGRESSO DE MONTES CLAROS

CÂMARA MUNICIPAL TRAVA O PROGRESSO DE MONTES CLAROS

Chega, pessoal!! Chega mesmo, de tapar o sol com a peneira, de fazer ouvidos de mercador, de ser gentil e esperar, esperar e esperar que as coisas mudem unicamente pela consciência de cada  ser humano.

É preciso que a população de Montes Claros saiba exatamente o que acontece nos bastidores da câmara municipal  da maior cidade do Norte de Minas. Você quer o Mocão?  Você acha que Montes Claros merece um centro administrativo?Você quer que o trânsito melhore e o transporte coletivo usual tenha alternativas?Você quer ruas pavimentadas? Você quer coleta de lixo  e destinação adequada de resíduos? Você quer um grande hospital operando inteiramente pelo SUS?

Pois bem, não teremos, a curto prazo, e talvez nem a longo prazo, esses e outros benefícios. Porquê??? Ora, porque a maioria dos nossos vereadores não trabalha para este fim, não tem compromisso com a população, com o trabalho para o qual foram escolhidos e juraram honrar. Fizeram das tripas coração para se eleger, para conquistar um cargo de status e boa remuneração. Foram eleitos. E agora frequentam e promovem inúmeras reuniões dentro e fora da cidade (que não são poucas e nem são baratas), ludibriando o cidadão menos esclarecido. Aprovam tudo que se refere ao próprio bolso, mas quando se trata de atender ao interesse coletivo,  enrolam, enganam, trapaceiam, descumprem o regimento. Esquecem-se da regra básica:  todo poder é passageiro.

Claro que toda regra tem exceção. Quando me refiro à câmara, não coloco todos os vereadores no mesmo patamar,  até porque cada um tem as suas peculiaridades, origens, pecados, inocências e atitudes das mais diversas. Muitos deles são pessoas da minha estima e consideração. E muitos deles se distanciam visivelmente daquilo que considero gente. Insensibilidade, ausência de preocupação com o outro, ausência de responsabilidade e compromisso, pecadores revestidos com a capa da inocência, que ostentam a sua face mais risonha para a plateia e no coração carregam o fel, a crueldade, a desfaçatez. 

A maior cidade do Norte de Minas tem um prefeito que pensa, que conhece de gestão, que sabe planejar e administrar, mas para isso, infelizmente, depende da boa vontade do legislativo. E como muitos sabem e outros fingem não ver, o legislativo anda com muita má vontade para trabalher em favor desta cidade. As reuniões já viraram piada há muito tempo. Imagino que em lugar algum do mundo aconteça coisa parecida. O capitão não tem o domínio da tropa e por isso, usa de artifícios e artimanhas para chegar ao seu objetivo: não deixar acontecer.

Então população, fique sabendo que tudo aquilo que vocês querem de bom pra esta cidade, quando não acontece ou demora a acontecer, tem nome e endereço certo: câmara municipal. É por lá que passam obrigatoriamente os projetos. E quando lá estacionam, parte dos que compoem aquela casa se julgam no direito de travar, impedir, atrasar, derrotar, derrubar. Os fins não são nobres, acreditem. O objetivo é apenas impedir que o prefeito faça, execute e administre bem, já que em contrapartida não sucumbe às descabidas e imorais exigências dos tais vereadores.  Política. Suja e rasteira, fiquem sabendo. 

Como cidadãos, temos a obrigação se descortinar este mistério que acontece semanalmente na câmara. Só pra terem uma ideia, no mais recente episódio, acrescentaram ao projeto do executivo (interesse da cidade) 39 emendas. Mas a estratégia nem foi necessária, porque o projeto foi derrotado de início. A partir dele seriam efetivadas as parcerias público-pivadas e a agência reguladora de saneamento. Mais uma vez, a câmara não usou de bom senso e deixou de fazer algo para e pela população.

Hoje, 05 de junho, o prefeito desta cidade, Ruy Muniz, tomou uma decisão sábia e comunicou à imprensa que todos os projetos de lei do executivo foram retirados da pauta e em seguida dois deles foram reenviados à casa. Sendo assim, nas próximas reuniões os vereadores deverão colocá-los na pauta de votações, apreciá-los, decidir e só então o executivo retornará com os outros. Entre estes outros, o que viabilizaria a construção do Hospital do Trauma, em terreno doado pelo município. A maquete está pronta, o governo estadual já cumpriu o acordado e municipio idem. 

Falta apenas o que? A aprovação pela câmara municipal. Quando? Não sabemos. Se  o presidente da casa deixar que a reunião aconteça em tempo devido, sem interrupçoes de baderneiros financiados para garantir a desordem no local,  e se houver quorum, porque uma das estratégias dos vereadores quando se vêem sem alternativas para adiar o que não pode ser adiado, é sair pela tangente. Levantam-se das suas cadeiras, dão um pulinho na cantina para um cafezinho ou um cigarro, vão atender à algum cidadão, enfim, qualquer coisa serve como álibi. Seria melhor que olhassem para os seus eleitores e revelassem: "eu saí do local no momento da votação porque não queria votar, porque não tenho intenção de contribuir para uma cidade digna". 

Assistir a tudo isso e não se manifestar? Saber como as coisas acontecem e fechar os olhos? Não mesmo. A isso, dá-se  o nome de "omissão", para mim o pecado maior da humanidade e contra o qual  estabelecemos uma luta diária e incansável. De novo, volto à pequena e indispensável msg de Luther King: "o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons!"

Não sejamos coniventes com os procedimentos vergonhosos de gente(?) que carrega status de autoridade e atitude de covardes, porque estes não merecem nem mesmo deixar seus nomes gravados na história. São impronunciáveis.



40 ANOS TRANSMOC- Comemoração em MONTES CLAROS - Dzaí.com.br :: Manifeste o seu mundo.

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