domingo, 7 de janeiro de 2018

MAJOR GRACIELLE-POCKET ENTREVISTA

O blog entrevista: 
Major GRACIELLE

poucos minutos antes de se tornar a primeira mulher a assumir o comando de uma unidade operacional da PM, na região, a Major GRACIELLE RODRIGUES conversou com o blog. Confira:

PASSAGEM de COMANDO- VEJA TODAS AS FOTOS



ACESSE O BLOG UAI E CONFIRA TODAS AS FOTOS 
blogs.uai.com.br/marciavieirayellow
Confira fotos da Passagem de Comando da Polícia Militar em Montes Claros. O evento aconteceu no 10º BPPM e entre os novos comandantes, a Major Gracielle Rodrigues, 1º mulher a assumir o comando de unidade na região.   
acesse e veja todas as fotos:
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

CÂMARA FAZ BALANÇO de 2017



Câmara faz balanço de 2017
Para vereador, emenda impositiva foi a conquista mais relevante no Legislativo, que passará a ter TV em 2018
Márcia Vieira
Montes Claros
05/01/2018 - 05h57 - Atualizado 06h00

A Câmara Municipal de Montes Claros fechou o ano de 2017 com o saldo de 104 sessões, entre reuniões ordinárias (53) e extraordinárias (9), e a votação de 117 Projetos de Lei, 10 projetos de Lei Complementar, 41 propostas de resolução e uma emenda à Lei Orgânica. Para o ano que vem, a novidade será a transmissão das sessões pela TV.
Para o vereador Idelfonso Araújo, foram aprovados projetos de relevância e que serão benéficos para a população como um todo. “Foi um ano produtivo e de avanço nos trabalhos. Destaco a emenda impositiva como um dos projetos mais importantes votados pela casa”, diz o vereador, que está de plantão durante o recesso parlamentar, junto com o presidente da Casa, Cláudio Prates, e do vereador Ildeu Maia.
Mesmo sem votação, há uma busca diária nos gabinetes pela intervenção dos vereadores junto ao Executivo. “Muitos médicos viajam neste período e as unidades de saúde sofrem com a ausência de profissionais. Só hoje já recebemos dois pedidos de pessoas que tentaram marcar consultas e exames, mas não conseguiram. São coisas urgentes e, como vereadores, buscamos intermediar a situação. A dificuldade na área de saúde do município não se resolve e a população não pode esperar”, diz.
COBRANÇA
O trabalhador autônomo Dário Lopes, do bairro Nova Morada, diz que participou de algumas reuniões e que em 2018 espera mais da Câmara. “O nosso bairro está asfaltado graças ao prefeito anterior. Mas falta muita coisa e os vereadores poderiam cobrar mais do prefeito. Na zona rural, as estradas estão muito ruins. Espero que o vereador em que votei trabalhe mais este ano”, diz ele, sem, no entanto, revelar o nome do parlamentar que ajudou a eleger.
Já o comerciante Roney Soares diz que, com muitos afazeres, não consegue acompanhar as reuniões, mas entende que os vereadores devem trabalhar independentemente da cobrança da população. “Não fico em cima, mas acredito que por estarmos pagando os vereadores têm obrigação de exercer a sua função com honestidade e dignidade. E se não fizerem, devem ser punidos”, declara.
Ao saber que as reuniões serão transmitidas pela TV aberta ainda em 2018, o comerciante comemorou. “Eu, que não disponho do tempo para ir à Câmara, poderei acompanhar os pronunciamentos pela TV, ao mesmo tempo que desenvolvo outras atividades. É importante para a população esta conquista”.
Procurada pela reportagem para falar sobre o atendimento na área de saúde, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura não respondeu aos questionamentos até o fechamento da edição. 

MOC PERDE DEZINHO DIAS



MOC perde Dezinho Dias
Márcia Vieira
Montes Claros
04/01/2018 - 05h49 - Atualizado 05h51

Montes Claros se despediu de um dos grandes personagens de sua história. O pecuarista José da Conceição Soares Dias, conhecido como Dezinho, faleceu aos 87 anos depois de 17 paradas cardíacas subsequentes.
Para a neta mais velha, Pâmela Dias, isso demonstra mais um faceta do grande guerreiro que foi o avô. “A coragem, a garra, a vontade de viver. Dezessete paradas cardíacas é para quem luta pela vida, mesmo com os entraves do dia a dia”, declara Pâmela.
Para Pâmela, Dezinho é um exemplo a ser seguido. “Ele sempre nos incentivou a ir para o mundo, aprender a viver e construir a nossa própria história. Falava muito sobre a grandeza do trabalho e da nobreza que precisávamos ter como pessoa”, revela a neta, que residindo em outra cidade, cultivava o hábito de enviar cartas ao avô contando os resultados da vida profissional. “Começaria um novo trabalho, mas ele não chegou a ler a última carta que enviei”, lamenta.
PILAR
Nascido em 21 de fevereiro de 1930, no distrito de Vaca Brava, em Francisco Sá, Dezinho Dias foi um dos pilares do setor agropecuário da região e fundou, ao lado dos irmãos, o primeiro frigorífico de Janaúba, o Frigodias. Foi Presidente da Sociedade Rural de Montes Claros e do Sindicato Rural de Montes Claros, e diretor da Faemg. 
“Um homem que fez história no agronegócio mineiro e sempre nos prestigiou com seus causos e alegria. Foi ele um dos grandes incentivadores para que eu abraçasse a defesa da agricultura e da pecuária na Câmara Federal. Deixo meu abraço aos familiares diante de tamanha perda”, manifestou a deputada Raquel Muniz. (M.V.)

É HOJE! PASSAGEM de COMANDO

PASSAGEM de COMANDO
Data: 05/01/18
Horário:  18h
Local: Pátio do 10° BPM

 


TINO GOMES TEM NOVA PRODUTORA


FORMIGUEIRO CULTURAL É A NOVA PRODUTORA DO MULTIARTISTA TINO GOMES 
O cantor e compositor Tino Gomes agora é representado pela produtora montes-clarense Formigueiro Cultural. A nova parceria visa trazer uma expansão ainda maior do trabalho do multiartista norte-mineiro por municípios de todo o país, com shows inéditos. O Formigueiro será responsável pela produção do artista em todo o Brasil.
Segundo a curadora do Formigueiro Cultural, Laisa Bastos, a parceria é de grande valor pela qualidade e expansão do trabalho oferecido. "Tino é um grande artista e trabalhar com ele é um imenso prazer, pela qualidade musical, profissional e representatividade artística-cultural que possui, não só em Montes Claros mas em todo o país. Um artista sem rótulos e de muita qualidade, que carrega consigo o nome e a cultura da nossa cidade. Isso deve ser valorizado pela população, pelo poder público, iniciativa privada, assim como para a produtora Formigueiro Cultural, que busca justamente fomentar e valorizar artistas como ele".
Tino Gomes tem mais de 40 anos de carreira, com seus trabalhos sempre passeando pelo universo da música, teatro e cultura popular; um espetáculo diferente a cada nova apresentação. O artista vê na parceria, com uma produtora local, mais uma forma de fazer seu trabalho se perpetuar pelo inovador, pela autenticidade da produção cultural.
"No fim do ano, reunimos para alinhavar algumas coisas. Ela [Laisa Bastos] que trabalha com muitas coisas já na cultura de Montes Claros, este ano vou fazer esta parceria. Vão gerar vários frutos, gosto muito do jeito que trabalha; todos trabalhando em prol da cultura. Espero que seja uma parceria bacana e duradoura. 2018 vai ser um formigueiro".
Vida norte-mineira
Nascido em Montes Claros, Tino Gomes sempre separa um tempo na sua agenda para rever amigos e família. Ele guarda a cultura regional em seu peito e faz questão de levá-la em todo canto que vai. "O Norte de Minas, especialmente Montes Claros, é o meu porto seguro. Minha raiz está cravada nesta terra de pequi e do sol. Toda vez que venho, é como se bebesse da fonte novamente. Nestes 46 anos de carreira, construí minha estrada e nela que ando com muito trabalho, suor e dignidade. Passei este tempo todo sendo um artista; nasci para ser artista, defensor da cultura popular da cultura do Norte de Minas. Sempre nos meus trabalhos, lá no fundo, tem uma pitada, uma influência dos catopês, marujos e caboclinhos", destaca.
Projetos
Tino Gomes afirma que neste ano segue trabalhando com várias vertentes e projetos. Entre eles, a finalização do livro que vai contar a trajetória do Grupo Raízes. Na área musical, seu novo disco, Rapsódia Americana, em fase de término neste início de ano, em uma parceria com o guitarrista Doca Rolim, da banda Skank. O projeto contará com a participação de vários artistas, entre eles Paulinho Pedra Azul, com uma pegada moderna, mas sempre com um pé no Norte de Minas, como define Tino.
Contate a equipe do Formigueiro Cultural através do facebook.com/formigueiroculturaearteou pelo contato da gestora Laisa Bastos, pelo (38) 9 9183-9922

Assessoria: Ricardo Guimarães

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

VISITA À REDAÇÃO

VISITA À REDAÇÃO

da querida e sempre bem vinda, RAQUEL MUNIZ. 
Na foto: Carlos, Márcia, Raquel e Cris

MORADORES COBRAM CONCLUSÃO DE VIA



Moradores cobram conclusão de via

Avenida Brasília chegou a ser preparada para receber o asfalto, mas gestão atual não concluiu o serviço

Márcia Vieira
Montes Claros
15/12/2017 - 23h25 - Atualizado 23h30
Moradores da avenida Brasília, na divisa entre os bairros Maracanã e Nossa Senhora das Graças, convivem diariamente com situações de risco em decorrência da falta de pavimentação da via. O trecho já recebeu obras de drenagem e preparação para receber a cobertura na gestão passada, mas não foi asfaltada pela administração atual. Em vez da urbanização, os moradores têm que encarar, todos os dias, a lama, o lixo e muito entulho. 
A moradora Sabrina Mendes está assustada com a quantidade de animais peçonhentos que tem aparecido na residência dela e na dos vizinhos por causa do acúmulo de resíduos onde deveria haver asfalto. A filha de 10 anos chegou a transportar até a escola, sem saber, um escorpião amarelo. 
“Ao abrir a mochila, minha filha encontrou o escorpião e pediu a ajuda da professora, que retirou o bicho e me avisou da situação. Estou revoltada com isso. São muitas as crianças nesta rua correndo risco dia e noite”, conta. Ela revela ter procurado a prefeitura por diversas vezes, sem receber resposta sobre pavimentação e limpeza.
“É apenas um pedaço de rua que já recebeu a drenagem na administração passada e está pronta para ser asfaltada. Queria encontrar o prefeito e perguntar a ele por que não resolve a nossa situação. Votei nele e estou muito arrependida”, diz Sabrina.
A estudante universitária Larissa Mota também reclama da falta de compromisso da prefeitura com os moradores da rua. Ela e outros vizinhos solicitaram ajuda de vereadores para colocar fim ao drama. 
“É uma falta de vergonha a prefeitura não assumir a responsabilidade de cuidar da cidade. O dinheiro público está indo pra onde? Somos excluídos porque eles só enxergam mato, então acham que aqui não tem morador. A coleta de lixo não chega aqui”, reclama. 
TEMOR
O temor das duas contribuintes é que, com a recente aprovação do projeto de lei que autoriza moradores a custearem o asfaltamento de ruas por conta própria, a via seja esquecida de vez pela administração municipal.
“Sou só uma dona de casa. Não tenho condição de pagar asfalto. Isso é obrigação da prefeitura, não dos moradores. Quando a gente conta, as pessoas pensam que é uma piada, de tão absurda. E se não vai asfaltar, que pelo menos limpe a nossa rua”, desabafa Sabrina Mendes. 
O vereador Valcir Soares (PTB) foi quem recebeu a reclamação dos moradores e já se posicionou sobre a situação. “Encaminhamos ofício ao prefeito pedindo explicações. Aqueles moradores pagam imposto e são tão importantes quanto aqueles que estão numa rua asfaltada”, disse.
LIMPEZA
Para o vereador, os panfletos distribuídos pela prefeitura na campanha de combate à dengue não correspondem à realidade desta e de outras regiões da cidade.
“No papel é tudo muito bonito. Eles agradecem a chuva e dizem não à dengue, mas na vida real não é isso o que acontece. A equipe não é suficiente e não existe limpeza nos espaços públicos. A prefeitura não faz o dever de casa”, denuncia o parlamentar.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Montes Claros para saber sobre a previsão de pavimentação da rua e a limpeza de áreas públicas e lotes, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

TEXTO CONVIDADO: MARA NARCISO

TEXTO CONVIDADO: MARA NARCISO

Sem teto/ Mara Narciso

Depois de um tempo fora de casa, por viagem ou trabalho, voltar, tomar um banho, comer, fazer algo relaxante, e enfim, se deitar, não é tudo, mas é bom. Sinta-se privado disso por uns dias e entenderá o que vem a ser chegar a hora de descansar e não ter para onde ir.

Um dia alguém teve um lar, mas foi expulso pelas circunstâncias, pobreza, droga, álcool, desilusão amorosa, desemprego, brigas, alguns dos múltiplos caminhos da ruína social. Largado no desconhecido, tem de morar na rua, dormir ao relento abraçado às ameaças noturnas e diurnas, chuva, frio, pancadas morais como rejeição, exclusão e físicas como sujeira, fome, espancamento, perda da vida. Dentro da guerra, não é permitido repousar, se esconder dos olhos alheios, ter privacidade, banheiro, banho. Ali, ainda que as pessoas em situação de rua se tornem invisíveis para os transeuntes e o poder público, não podem largar seu estado de alerta. A ameaça é onipresente.

Nos extremos da ausência de pouso, reina a dor. Não ter para onde voltar gera uma espécie de despersonalização, com a pessoa solta no mundo, sem referência, sem um lugar para se ocultar, sentar, estirar, guardar seus pertences. Como é viver em tal tensão? Um a um, os músculos se contraem, os órgãos se desarmonizam, desandam em disfunção e adoecem.

Eu, portadora de asma, tendo a casa pintada, destacadas as diferenças, senti-me sem um canto para me esconder durante três dias e duas noites iniciais, que se prolongaram por semanas. Foi um sonho ruim, sem descanso, sem privacidade, sem sossego. Nada fatal, mas doloroso. Segunda-feira os pintores desmontaram a sala de estar e de jantar. Não tinha onde ficar nem onde comer. Mudei-me para a cozinha. Lá podia me sentar e esperar a comida. Meu quarto também foi desmontado, com móveis cobertos no centro do cômodo, sendo desligada a internet fixa.

Escarificaram as partes fofas das paredes, passaram massa corrida e depois as lixaram. Para um asmático, o pó é pior do que os vapores emanados pelas tintas. É sufocamento por obstrução dos brônquios, peso no peito, tosse e chiado. Tive de ser medicada. Num certo dia, almocei e corri para o consultório, ficando o mínimo de tempo em casa. Na quinta e sexta-feira, dormi num colchão no chão da cozinha, usando a bombinha, porque o cheiro estava lá. Amigos me ofereceram hospedagem, outros me sugeriram um hotel, mas como? A gente vigiando, metade das coisas se sujam e se quebram, às vezes até somem. O jardim se acaba. Jogaram tinta em cima do meu pé de araçá e solvente sobre a grama. Pintar a casa equivale a um incêndio.

A agonia de não ter o nosso lugar, não poder cumprir o ritual que nos faz gente, traz insegurança, uma quase moléstia. Quando fui morar em Belo Horizonte, nos três anos de residência médica, passei por situação semelhante, pois morei em república, pensionato, casa de um tio, casa de uma prima, montei um apartamento com minha irmã, enfim, um périplo de improvisações que tiveram seus momentos de insegurança, por estar de malas prontas, meio acampada, situação em que a temporalidade era o dado mais marcante.

Moro nesta casa há 19 anos, e me vi impedida do básico: respirar. No sexto dia, pude voltar a uma relativa normalidade, mas com a residência cheia de estranhos. O fato me desgastou de tal forma, que me lembrei da coletividade, pensando nas pessoas que em caráter permanente não têm onde morar. Não por questão de posse, mas de sossego. O ódio contra os sem teto é tão grande que índios Galdinos existem em qualquer lugar. Todos os dias moradores de rua são assassinados. Depois da exclusão social, a faxina estética pela expulsão, jatos de água, demolição de acampamentos, levantamento de muros, esmagamento da cabeça por pedrada (como morreu Galinheiro, que odiava esse apelido), e desse modo, adultos e crianças vão perdendo suas vidas.

Não ligo se acham que é demagogia, mas meu desconforto de algumas semanas serviu para eu pensar na nossa falta de humanidade. A sociedade é responsável pelas suas criaturas, todas elas, e sem emprego, saúde, educação e moradia, não há dignidade, não há cidadania. Oferecer oportunidade para todos, mesmo sabendo que alguns se destacarão, e outros falharão, é um dever do Estado que exige a contrapartida do cidadão. Só assim nos tornaremos civilizados.