terça-feira, 25 de novembro de 2014

NOVEMBRO AZUL e DIAGNÓSTICO: ESTUDO aponta novos MÉTODOS

Novembro Azul
Estudos apontam novos métodos para o diagnóstico do câncer de próstata

O câncer de próstata e o segundo tipo de neoplasia mais frequente no sexo masculino ficando atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma. No Brasil, a cada ano, são diagnosticados cerca de 62 mil novos casos, o que corresponde de diagnóstico de câncer de próstata ser de 62 em cada 100 mil homens. A incidência é maior no região Sudeste, seguida do Centro oeste e Sul.
Atualmente, o toque retal é um dos meios de diagnosticar a doença ao se identificar irregularidades na próstata. Entretanto, causa grande constrangimento na população masculina causando um certo receio de comparecer regularmente ao consultório urológico. O PSA é uma proteína produzida quase que exclusivamente pela próstata mas que não serve como marcador de Câncer de Próstata como há em outros tipos de tumores.
“Estudos atuais mostram a perspectiva da implantação de um marcador tumoral para a próstata, que é o PCA 3 dosada por meio da coleta de urina. Além disso como incremento no diagnóstico daqueles  casos onde a biópsia de próstata não chega a um diagnóstico definitivo de Câncer de Próstata tem-se utilizado a Ressonância Nuclear Magnética paramétrica da próstata, onde por meio da identificação mais acurada de imagens das áreas suspeitas é direcionada a retirada de tecido prostático pela biópsia”, afirma o urologista TiSBU, Evaldo Jener. Em Montes Claros, o exame já é acessível em clínicas de Medicina Nuclear, como a Ressonar.
Ele salienta que com o passar dos anos, percebe-se um aumento na procura dos pacientes pelos serviços de urologia. Isso se dá pela divulgação da necessidade de realização do exame preventivo de câncer de próstata e a conscientização que a população passa a ter sobre a melhores perspectivas de cura nos casos de diagnóstico na fase inicial da doença. “Hoje percebemos a procura em nossos consultórios tanto de pacientes de faixa etária mais jovem como de pacientes mais idosos, que em grande parte das vezes e acompanhado pelas esposas, tendo a mulher um papel fundamental nas questões que concernem a saúde do homem”.
“Apesar da divulgação e da conscientização é triste relatar a dificuldade que muitos têm em chegar a um serviço especializado em urologia fazendo com que nos deparemos com diagnósticos de câncer de próstata em fase avançada e as vezes passíveis apenas de tratamentos paliativos”, lamenta Dr. Jener.
O urologista lembra que “na prevenção, também é preciso ter hábitos de vida saudáveis, como cuidados com a alimentação (ingerir frutas, legumes e verduras de boa qualidade e de forma regular), evitar alimentos gordurosos e tabagismo, além de ter atividade física regular. No caso de homens, que tenham história familiar positiva para câncer de próstata (isto e parentes de primeiro e segundo graus com câncer de próstata em torno dos 50 anos) além dos cuidados citados, deve-se iniciar o exame preventivo por meio da dosagem  do PSA e do toque retal aos 45 anos de idade”.

Texto/Foto: Mosaico Comunicação

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