domingo, 2 de abril de 2017

CASA do ARTESÃO OFERECE VAGAS em CURSOS de MODELAGEM

Casa do Artesão oferece vagas em cursos de modelagem em argila e confecção de rabecas
 
Texto: Attilio Faggi Jr.
Fotos: Fábio Marçal
 
Maria Aparecida Macedo Santos se iniciou na arte da modelagem em argila aos cinco anos de idade tendo como professora uma tia. Agora, aos 64 anos, a Cida da Cerâmica, como é mais conhecida, ensina aos interessados sua arte na Casa do Artesão Maria Dionísia Cardoso, no bairro de Lourdes. Cida ensina um pouco de seu dom e de sua experiência na modelagem de argila em um curso, mas também realiza trabalhos em biscuit e bonecas de cabaça que expõe em feiras de artesanato.
 
A Casa do Artesão, da prefeitura, é um órgão da Secretaria de Cultura de Montes Claros que representa uma opção aos interessados em usufruir dos benefícios do artesanato através dos cursos ali disponibilizados ao mesmo tempo que visa apoiar a atividade dos artesãos de Montes Claros e do Norte de Minas.
 
Atualmente, estão disponíveis dois cursos: modelagem em cerâmica, com aulas pela manhã, e confecção de viola e rabeca, à tarde. As aulas são ministradas duas vezes por semana e para frequentar os cursos o aluno deve contribuir com um valor mensal de apenas R$ 20.
As inscrições podem ser realizadas, entre 8 e 18 horas, na sede da Casa do Artesão, que está localizada à rua Andradita, nº 681, no bairro de Lourdes. O período de inscrições se encerrará assim que as vagas forem preenchidas e as aulas terão início em abril. Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone 3229-3459.

ACI e ADENOR PROMOVEM WORKSHOP de ORATÓRIA

Workshop de Oratória Prática é um valioso recurso de persuasão

Falar bem em público é uma necessidade  profissional, o mercado exige resultado!
o instrutor do Workshop será o jornalista Délio Pinheiro, com 25 anos de carreira na comunicação.


Alinhar o raciocínio na hora de falar em público pode ser uma missão mais fácil quando se conhece algumas técnicas. A fim de contribuir para o êxito profissional de líderes e profissionais de diversas áreas, a Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas – Adenor, com o apoio da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros – ACI, realiza o Workshop Oratória Prática, com o jornalista Délio Pinheiro.
O objetivo é capacitar pessoas que precisam dominar as técnicas de falar e se portar em público para atuar em suas profissões com sucesso. A carga horária é de 8 horas, das 13 às 21h, no dia 12 de abril de 2017, na sala de treinamento da ACI, na Rua Carlos Gomes- 110, Centro. O  público-alvo é formado por gestores públicos, assessores de imprensa, professores, empresários, vendedores, atendimento publicitário, equipe de RH e estudantes universitários.
“Para se desvencilhar dos problemas de comunicação, o caminho é buscar profissionais que irão ajudar na superação deste problema”, destaca Márcia Versiani, diretora da ADENOR. “A pessoa que domina a oratória tem um valioso recurso de persuasão, bem como transmite credibilidade e consegue influenciar pessoas”.
O instrutor do workshop será Délio Pinheiro, jornalista profissional com 25 anos de carreira na comunicação, com passagem pelo rádio, assessoria de imprensa, televisão e que atualmente desempenha funções de apresentador e repórter de importante emissora da região do norte de Minas. Além de possuir muita experiência com organização e apresentação de cerimoniais.
De acordo com Délio Pinheiro, “o participante terá acesso ao material didático, com  técnicas para falar em público sem timidez e com convicção, exercícios práticos para melhorar o desempenho da fala, saberá como evitar o branco na apresentação, como dar boas entrevistas para TV, como usar corretamente o microfone, como captar a atenção da plateia,  aprenderá ainda como desacelerar sua fala e terá dicas de média training e de como organizar e conduzir um cerimonial”.
“A boa comunicação é um diferencial no mercado de trabalho porque reflete uma personalidade forte e segura, características importantes para ter êxito em qualquer função. Falar bem ajuda a ter resultado, inclusive num momento de negociação”, sustenta Márcia Versiani.
As inscrições custam 150,00 e podem ser feitas pelo telefone (38) 2101-3319/99737-8290, pelo site www.adenormg.com.br e pelo email atendimento@adenormg.com.br.

Nágila Almeida
Assessora de Comunicação ACI

ACI-ANTÔNIO PACULDINO É SÓCIO HONORÁRIO

ACI concede título de sócio honorário a Antônio Paculdino
Dr. Newton Figueiredo entregando a placa de homenagem a Antônio Paculdino, sócio-honorário da ACI



















  A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros, desde a sua fundação, conta com destacados empresários que emprestam seu trabalho à entidade. Homens de valor que ajudam a transformá-la na força viva da classe empresarial, responsável pelo desenvolvimento regional. Todo este esforço conjunto consolidou a ACI  ao longo dos seus 68 anos. Com essa premissa, nessa quinta-feira, 30 de março, o Conselho Superior concedeu o Título de Sócio Honorário a Antônio Silvério Paculdino, grande colaborador da entidade, bem como da classe empresarial.
A iniciativa partiu dos membros da diretoria executiva, pautados nos relevantes serviços prestados pela família Paculdino a esta comunidade, através da ACI. O referido Título está previsto no Estatuto da Entidade em seu parágrafo 1º do artigo 4º, artigo 5º e parágrafo único do artigo 5º aprovado pela Diretoria Executiva gestão 2017/2020.
Jamil Habib Curi, Presidente do Conselho Superior da ACI, defendeu a veia empreendedora de Paculdino, ao implantar uma indústria, naquela época, em um lugar de difícil acesso. Dr. Newton Figueiredo, presidente da ACI, exaltou o espírito de associativismo e de seu comprometimento com a entidade em todos esses anos.
Emocionado, Antônio Paculdino afirmou que “estava lisonjeado com a honraria e que se sente orgulhoso por seu pai, Joao Paculdino Ferreira, o irmão Alberto e agora seu filho, João Paculdino, vice-presidente para Assuntos Comerciais, fazerem parte de uma entidade tão importante para o desenvolvimento de Montes Claros, como a ACI”.  



Antônio Paculdino e sua trajetória como empreendedor no Norte de Minas


Nascido em Montes Claros, na década de 40, penúltimo dos 9 filhos de João Paculdino Ferreira e Esther Alkmim mudou-se ainda criança para Belo Horizonte onde viveu até se formar em engenharia elétrica, pela UFMG, em 1967. Casou-se com Hermínia Cançado, e tiveram os filhos: João Paculdino Ferreira, Virgílio Cançado Paculdino Ferreira e Fernanda Cançado Ferreira.

Uniu-se aos irmãos Ferreirinha e Alberto na direção das empresas Soltec (descaroçamento de algodão em Montes Claros) e Santa Bárbara (Fiação e Tecidos em Augusto de Lima) ambas herdadas do seu pai, um dos pioneiros da indústria norte mineira.

Em 1985, foi iniciado o projeto da Têxtil Paculdino em Montes Claros. Mesmo diante do cenário totalmente adverso à indústria Têxtil, e já com a aposentadoria dos irmãos, conduziu a ampliação da Têxtil Paculdino. Em 1997, a aquisição da Bocaiúva Têxtil e, em 1999, inaugurou o Águas de Santa Bárbara Resort Hotel, primeiro investimento da família fora do setor têxtil.

Em 2006, Antônio continuou à frente da Têxtil Paculdino, passando a Soltec e a Santa Bárbara para a família dos irmãos. As empresas estão em operação até hoje, gerando emprego e renda para o Norte de Minas e contribuindo para o desenvolvimento da região.

Na ACI, Antônio Paculdino iniciou no Conselho Fiscal em 1993, na gestão do Presidente Fernando Ferreira Deusdará e de 2001/ 2004, como Presidente do Conselho Diretor. Atualmente, é membro do Conselho Diretor.


Nágila Almeida
Assessora de Comunicação ACI

SEBRAE: JANUÁRIA RECEBE PROGRAMA LÍDER

Em busca do desenvolvimento regional, Januária recebe Programa Líder

Iniciativa do Sebrae Minas visa promover integração e qualificação das lideranças regionais

O Sebrae Minas lançou, na última quarta-feira (29), em Januária, no norte do estado, o Programa Líder (Liderança para o Desenvolvimento Regional). Participaram do evento gestores municipais, empresários e representantes de entidades de classe. A iniciativa tem como objetivo promover a integração e a qualificação das lideranças para a formulação, implantação e gestão, de forma empreendedora e participativa, das políticas de interesse público e regional. Tem ainda com foco nos pequenos negócios, congregando e integrando o setor público, o setor privado e o terceiro setor

Presente no evento, o Diretor Técnico do Sebrae Minas, Anderson Cabido, explicou a forma de atuação da entidade no programa e pediu a união de todos. “Quem sabe o que é bom para a região é a comunidade, são as lideranças.  O papel do Sebrae dentro do Programa Líder é oferecer técnicas e metodologias para que as lideranças construam um consenso para que todos sigam uma mesma direção de desenvolvimento sustentável. É preciso que todos façam um pacto pela região”, argumentou.
De acordo com o gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Alessandro Chaves, a região de Januária possui um ambiente favorável para o desenvolvimento do programa. “Temos aqui diversas lideranças da iniciativa privada, do poder público e da sociedade civil que demonstram total interesse no desenvolvimento regional. Fazer um planejamento de desenvolvimento do território com essas lideranças é fundamental para potencializar o que já existe na região”, sugeriu.
A Superintendente Regional de Ensino de Januária, Stela Aparecida Abreu, destacou a importância do Programa para a região. “A inciativa traz as condições necessárias para a mobilização e qualificação das lideranças que vão impactar na mudança das pessoas. Acreditamos e vamos participar deste desafio que vai transformar vidas na nossa comunidade”, enfatizou.
Metodologia
O gerente Regional Norte do Sebrae, Claudio Luiz Oliveira, explicou como vai funcionar a execução do programa Líder na região. “Ele será composto por 30 integrantes da região que ainda serão definidos. Ao longo de 12 meses, irão passar por encontros de capacitação e palestras de pessoas de outras partes do Brasil, que irão trazer experiências de líderes dentro de suas comunidades. Essas pessoas vão mostrar que tudo é possível a partir do momento em que cada um se conscientize da importância de executar o programa. Serão experiências inovadoras e enriquecedoras”, afirmou.
 
 
 

sábado, 1 de abril de 2017

SERGINHO X LEÃO - JUSTIÇA CASSA MANDATO



01/04/2017
Justiça cassa mandato de vereador que distribuiu leite nas eleições de 2016


Márcia Vieira
Repórter
P/ O NORTE


Na manhã desta sexta-feira 31, Montes Claros acordou com a notícia de possível mudança em seu quadro político. Uma decisão do juiz Fausto Geraldo Ferreira Filho, da 317° Zona Eleitoral pode deixar sem mandato o vereador José Valdinei Gonçalves Siqueira, o Leão, do PSDC.

Leão obteve 1.854 votos nas eleições de 2016 e pela primeira vez, assumiu o mandato de vereador. No caso de efetivada a sua cassação, quem assume o seu lugar é o colega de partido Sérgio Pereira, ex-vereador, que obteve 1.336 votos quando tentou se reeleger no último pleito e é o autor da ação que resultou na cassação do colega.

AÇÃO

Na ação impetrada pelos advogados, o autor Sérgio Pereira Santos (Serginho), do PSDC, acusa o vereador Leão de cometer “atos ilícitos durante a sua campanha, aproveitando-se da sua condição de servidor do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), órgão do governo do Estado, para distribuir benefícios às vésperas da eleição”.

Segundo os autos, o programa “Leite pela Vida” estava suspenso, mas o vereador teria conseguido reativá-lo devido à sua influência dentro do órgão do Estado, e distribuído leite para famílias carentes, que em troca, dariam o seu voto ao vereador.
Em sua defesa, Leão alegou a inexistência da prática, mas a sentença proferida nesta sexta reconhece o abuso.
COMEMORANDO

Sérgio Pereira já comemorava nesta sexta-feira um possível retorno à Câmara. O ex-vereador disse que ficou sabendo da notícia ao amanhecer e pelas redes sociais. 

- Acordei com amigos me enviando mensagens, ligando e me informando da sentença.  Corri atrás, apresentei provas e fico feliz com a decisão da justiça. Existem candidatos que compram votos e as pessoas não denunciam porque temem represálias. 
Questionado sobre a validade dos votos e se ela afetaria outros integrantes do partido, já que foi este o objeto da ação, Serginho assegurou que o PSDC teve “sobra de votos” e por pouco não fez outro vereador. A cassação do mandato de Leão não representaria perigo para os demais. Além de Leão, a vereadora Delcinéia Santos Silva (Néia do Criança Feliz) representa o partido na Câmara.

RECORRENDO

A reportagem de O Norte esteve no gabinete do vereador Leão, que revelou informalmente que “os advogados irão recorrer da decisão”.  Até o fechamento desta edição, o vereador ainda não havia se pronunciado oficialmente. 

O ex-vereador Fernando Andrade (Anjos do Futuro) também externou a sua opinião sobre o ocorrido nas redes sociais. 
- Se ele distribuiu leite, alguém forneceu este leite. Independentemente do que ocorreu, quem facilitou também deve ser responsabilizado – disse o ex-parlamentar.

VEREADOR SEM PREFEITO

Embora tenha se postulado durante as eleições ao lado do PT, por força da composição política, Sérgio Pereira teceu diversas críticas à postura do partido antes mesmo de voltar à Câmara.

- Durante a campanha, o partido me impediu até de gravar programa eleitoral. Fiz uma campanha independente e não tenho compromisso com o PT. Assim também será o meu mandato, sem amarrações e me alinhando apenas ao meu partido, na defesa do povo. 

Serginho ainda revela que está insatisfeito com os rumos que a administração tem tomado em relação ao município de Montes Claros. 

- Se confirmado o meu retorno à Câmara, o que espero que aconteça o mais breve possível, não tenho intenção de caminhar com o prefeito. Não devo obediência a ele e estou decepcionado. A cidade está feia, cheia de buracos e estou assustado com o que vi em vídeos que circularam nas redes sociais. A falta de respeito dele durante reunião com os vereadores é absurda. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

A FERTILIDADE do AGRESTE

31/03/2017


A fertilidade do Agreste

O Grupo Agreste surgiu inspirado nas músicas de já caducadas décadas, mas em especial de uma mais recente, a de 1970, quando o Grupo Raízes e os grandes expoentes da música nordestina – como Banda de Pau & Corda e Quinteto Violado lhe davam o norte

Por Eduardo Brasil
O Norte





















Lá fora as ventanias de agosto varrem telhados e ruas de Montes Claros. É noite daquelas calorentas, típica de uma sexta-feira 13. O ano é 1999. Estamos no Automóvel Clube e nesse instante as pessoas acorrem a uma longa fila que serpenteia pelo salão. Ninguém quer retornar para casa sem o CD do Agreste, antológico, reunindo as 22 músicas que o grupo norte-mineiro, a estrela da noite, gravou em dois “bolachões” – como são lembrados os antigos elepês de vinil. Ninguém voltou para casa sem o seu. Afinal, o Grupo Agreste e suas cantorias que nos despacham à nossas origens, têm o seu canto reservado em cantos especiais de nossas mentes e corações.  O sucesso da noite foi coroado com a apresentação do grupo, que há anos não se reunia. Era o primeiro encontro no palco, desde que dele desceu, em 1983, para não mais subir. Bom... Até este histórico dia 13 de agosto de 1999. 

A história do Grupo Agreste principiou em 1978, nos gramados do Cassimiro de Abreu. Não exatamente no transcurso de uma partida de futebol, mas de mais uma edição do inesquecível Fucap – Festival Universitário da Canção Popular.  Foi ali que surgiu a ideia de se criar um grupo musical que acabaria por reunir jovens universitários que assinariam seus nomes na história das nossas melhores quadras de arte e cultura: Manoelito Xavier, Ildeu Braúna, Pedro Boi, (Alexandre) Gútia e seu irmão, Carlão Toledo – entre outros que serão lembrados adiante, como a cantora Fatel, que ainda na incipiência da cria musical dividiria com ela palcos e luzes. 

Manoelito diz que o Grupo Agreste surgiu inspirado nas músicas de já caducadas décadas, mas em especial de uma mais contemporânea, a de 1970 – do Grupo Raízes e dos expoentes do canto nordestino, como Banda de Pau & Corda e Quinteto Violado. Composições, aliás, que faziam o repertório de seus primeiros ensaios e apresentações. Mas não demorou muito para que o grupo buscasse a sua própria identidade, passando a compor – e o fazendo com a maestria daqueles em que se inspirou.  


O grupo não tardaria a dar bons frutos, começando pela gravação, em 1980, do seu primeiro disco que romperia nossas fronteiras para ganhar destaque nacional no cenário da boa música brasileira. Com produção, direção de estúdio e mixagem de Téo Azevedo, o LP, além de Gútia, Pedro, Manoelito, Braúna, Sérgio Damasceno, Tom Andrade contava ainda com a participação de Zé Chorró (baixo) Toninho (percussão), Ciríaco da Sanfona e Afonsinho (bateria). Gravado em São Paulo no Estúdio Bandeirante, O LP alcançou rápida projeção nacional ao ter duas de suas faixas, “Zumbi” e “Jaíba”, selecionadas para a trilha sonora da novela “Rosa Baiana”, que era exibida pela Band. 


O segundo disco, também com produção e direção de Téo Azevedo seria gravado em 1982 no Estúdio Mosh (SP) com um dos maiores sucessos do grupo, “A lenda do arco-íris”. Desta vez com o apoio de Vanderdaik (voz e violão), César Abianto (acordeon) e Zé Toco (bateria). O Agreste, então, alçou novos voos e mais uma vez ganhou altitude nacional, realizando shows pelo país e sendo convidado para seguidos programas de televisão, conduzidos por grandes nomes da música brasileira como já havia ocorrido por conta da repercussão do primeiro disco. Naquela oportunidade, os músicos norte-mineiros brilharam no programa “Som Brasil” (Rede Globo), com Rolando Boldrin. Várias de suas composições foram gravadas por gigantes como Sérgio Reis, Renato Teixeira, Pena Branca & Xavantinho, Vitor Batista, Décio Marques, Rubinho do Vale, Efrain Rios só para citar alguns.

Mas, como que reforçando a máxima que tem breve existência o que é bom, o Grupo Agreste não demorou na sua essência - foi desfeito um ano depois, em 1983. Mas o vislumbre de voltar aos palcos e estúdios nunca se distanciou de seus componentes. O ambicioso projeto de retorno, que vinha sendo buscado, alimentado dia a dia, ano a ano, entretanto, foi tragicamente interrompido pela morte de Ildeu Braúna, excelente letrista e que em parceria com os companheiros assinou a maioria das músicas do Agreste. Manoelito lembra que a passagem de Braúna abalou a todos de forma brutal, muito doída. Não poderia ser diferente. O letrista impecável era um dos pilares do grupo. A ideia do retorno, então, foi afastada, mas por ora. Ainda neste ano de 2017 o grupo pretende se reunir mais uma vez, mesmo na impossibilidade de fazê-lo com todos os seus valores.  

Manoelito entende que o espaço que o Grupo Agreste ocupou no cenário musical ainda pode ser retomado. Para ele, apesar de os gêneros musicais que hoje dominam o país estarem anos-luz da autenticidade e qualidade da música daqueles idos, há um povo seleto a aguardar por uma reação que traga de volta a “verdadeira canção popular”. Ele se confessa “decepcionado” com os rumos que a música produzida no Brasil tomou nos últimos anos, afastando seus verdadeiros mensageiros e tornando-se um produto de “conteúdo” discutível, com “artistas” e “músicas” descartáveis à mercê de oportunistas. Cita, por exemplo, o “gênero sertanejo-universitário” e questiona até onde se enquadram os universitários nessa historíola. Logo eles, que em quadras amargas como as de chumbo tinham na música, que era das boas, um dos estandartes de suas convicções políticas, econômicas e sociais. Sertanejo-universitário? Manoelito gostaria de saber do que realmente se trata. Nós também.

Hoje ele diz ficar retraído e desagradado ao ouvir o que se canta e se toca pelo país afora: músicas que, na sua estrondosa maioria parecem o retrato fiel de uma época em que os mais comezinhos de nossos valores culturais são deixados de lado. Pior: em nome de “bundinhas”, de “peitinhos” e de outros atributos humanos explorados com ilimitada perversão e mau gosto. Adianta não ter preconceito com nenhum gênero musical, não, mas lamenta que as produtoras, as mídias, enfim, invistam cada vez mais em “artistas” chamados “da hora”, cujas aparições eventuais, relâmpagos, são puro comércio de lucro fácil. Artistas lançados já com validade vencida. A verdadeira e boa música brasileira precisa retomar seus espaços sob pena de esses da hora tornar ainda mais vulgar um de seus mais valiosos patrimônios. 


Manoelito é de opinião que não dá mais para aguentar este longevo festival de besteiras que assola o país (aqui evocando o espírito do jornalista Sérgio Porto na pele de Stanislaw Ponte Preta até mesmo para nos proteger).  Para ele, assim como é possível à boa música retomar o seu canto especial em nossas vidas, o retorno do Agreste também o é, como foi para a Fênix.